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Exemplo Internacional

Livro do 7º Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor

Moeda social é notícia nos EUA e vira referência para projetos semelhantes

O pau-brasil, a cana-de-açúcar e o café já comandaram a economia de Silva Jardim e a colocaram em destaque no País. Mas foi a moeda social própria, o Capivari, que deu visibilidade internacional ao município. A experiência foi noticiada no The Wall Street Journal, dos Estados Unidos, uma das importantes publicações de economia no mundo.

Com a inovação, somada a outras iniciativas para o desenvolvimento, o prefeito Marcello Cabreira Xavier tornou-se Vencedor Estadual da 7ª Edição do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor, na categoria Crédito e Capitalização. “Deixamos de ser notícia ruim e passamos a ser notícia boa: nos tornamos exemplo para muitos outros lugares”, destaca o prefeito. “O fortalecimento dos negócios e o aquecimento da economia possibilitaram a retomada de algo fundamental: a autoestima da população.”

Tudo começou em 2010, quando foram criados o banco comunitário e a moeda social Capivari, antigo nome do município que significa em tupi-guarani “rio que tem capivaras”. A iniciativa visou a reverter o esvaziamento do comércio local. Como Silva Jardim é uma cidade pequena, muita gente preferia comprar nos municípios vizinhos. A situação era tão crítica que a Associação Comercial fechou as portas.

Em plena expansão

Hoje a realidade é outra. A Associação Comercial, Industrial e Agropecuária gerencia o Banco Comunitário Capivari (BCC) por meio do Fórum da Economia Solidária, que reúne 19 entidades da sociedade civil. O BBC já se tornou o que mais faz câmbio e concede financiamentos em toda a rede de bancos comunitários do Brasil. Com 120 estabelecimentos conveniados, que oferecem descontos de até 20%, o banco se prepara para abrir agências nos distritos mais distantes do município.

A expansão motivou a criação da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Creditícia Banco Capivari, que vai permitir a prestação de serviços de consultoria. Também foi aprovada a implantação do Fundo de Economia Solidária, para conceder empréstimos maiores, para o desenvolvimento da economia.

Outra ação realizada em parceria com a prefeitura foi a criação da Bolsa Capivari, que vai substituir o programa de distribuição de cestas básicas por outro de renda mínima. Cerca de 1.300 famílias vão receber, cada uma, 50 capivaris e injetar 65 mil capivaris mensalmente na economia local.

No fim de 2011, a prefeitura e a Associação Comercial decidiram que o prêmio de final de ano, que é sorteado entre quem realiza compras no comércio local, seria em capivaris, e não mais uma motocicleta, como ocorreu em 2010. Esta iniciativa injetou 10.000 capivaris na economia municipal. “Aproveitei a oportunidade que o BCC oferece e fiz um microcrédito – R$ 400,00 – para comprar material. Faltam alguns acabamentos, mas já atendo meus clientes”, relata a cabeleireira Cíntia Campos Pereira, que fez curso na prefeitura e agora é dona do próprio salão de beleza.

A moeda tem o nome Capivari para resgatar a antiga denominação do município, como era conhecido até 1841, quando recebeu o nome do republicano Antônio da Silva Jardim. Também dá título ao principal rio que corta o centro da cidade, que na linguagem tupi guarani significa “rio que tem capivaras”.

Força para os pequenos

Além da criação de uma moeda local e do microcrédito para pequenos negócios, o prefeito desenvolveu outras ações de apoio ao segmento. Entre eles, a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, apoio ao desenvolvimento do meio rural, plantio de pupunha e projetos voltados à educação, meio ambiente e tecnologia e ainda a modernização da máquina pública.

Nas contratações que a prefeitura faz de bens, serviços e obras no valor de até R$ 80 mil, a lei municipal garante tratamento diferenciado e simplificado às micro e pequenas empresas (MPE), ao exigir a comprovação de regularidade fiscal somente na contratação.

A lei isenta ainda os empreendedores individuais do pagamento de qualquer taxa para abertura, inscrição, registro, licenças e alvará. “Posso emitir nota fiscal e aumentei meu faturamento”, comemora a empreendedora Marta Vieira.


Publicado por Redação/Rede de Prefeitos Empreendedores em 11/06/2012


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